Quanto você paga de imposto de renda?

by Fabricio Stefani Peruzzo on 25/05/2011

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Esta semana, jantando com uma amiga, escuto uma declaração fora do comum:

Acho que sou a única pessoa que faz questão de pagar mais imposto de renda do que deveria.

Curioso com o que acabara de escutar, pergunto o porquê dela pagar mais imposto do que deveria, principalmente por ela ter deixado bem claro que isso não se deveu a algum erro, mas sim, por vontade própria.

Há pouco mais de um ano, queria comprar um apartamento para investir. Daria uma entrada, financiaria o restante e com o aluguel pagaria boa parte do financiamento. Vendo a situação hoje, vejo que errei na pressa em optar por um financiamento e que no final das contas, com 30 anos para pagar, provavelmente não seja tão bom negócio assim, mas quando pensei nisso ainda era novata nos investimentos, e melhor errar fazendo, do que ficar parada.

Logo no primeiro passo tinha uma pedra no meu caminho. Verifiquei o financiamento que precisaria com o banco e só conseguiria me qualificar se ganhasse quase o dobro do que realmente ganhava. Sou arquiteta, profissional liberal, as vezes ganho mais, as vezes menos, mas sempre fiz minha declaração de IR direitinho, pagando tudo o que devia para não ter problemas no futuro. Pensei um pouco e resolvi a questão rapidinho. Ao fazer minha declaração daquele ano, simplesmente declarei que ganhei mais do que realmente consegui. Paguei o imposto mais alto do que deveria, mas consegui o financiamento que buscava.

Não vou entrar no mérito de se isto é certo ou errado, pois não vem ao caso para o ponto que desejo defender. A questão toda que quero focar é na ação e solução de problemas. O que quero dizer é que se você precisa construir uma casa e só tem uns gravetos a disposição, levante-se, abra os olhos e procure algumas folhas de banananeira para fazer as paredes. Se mova, pense, busque soluções. Pode ser que você não ache a melhor solução logo de cara. Pode ser que, como essa amiga, você ache uma solução que no final das contas saia mais cara do que poderia custar uma solução melhor. O importante é estar em movimento, agindo, aprendendo coisas novas, refinando.

Da próxima vez que tiver um problema “insolúvel” para resolver, pense um pouco antes de desistir. Este é o ponto principal que desejo deixar com este texto. Para tudo há diversas soluções possíveis, busque-as.

PS: para quem ficou curioso com o problema imobiliário desta amiga e com a solução final para o mesmo, foi relativamente simples. Ela fará um consórcio de aproximadamente 80% do valor do crédito devedor do financiamento. Ao ser contemplada, se livra das prestações deste. Como o consórcio tem um prazo máximo de 10 anos para contemplar e o financiamento prazo de 30 anos, mesmo que demore para contemplar ela ainda economizará milhares de reais. Mais que isso, se demorar, o valor do consórcio pode chegar a ficar maior que o saldo devedor, sobrando então um bom crédito extra para investir em outro imóvel menor.

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