Exemplo de empreendedorismo

by Fabricio Stefani Peruzzo on 25/11/2008

Saiu na coluna do Danilo Ucha, no Jornal do Comércio de ontem. Publico aqui para divulgar aos amigos. Aproveito para explicar que apesar do sobrenome igual, são ramos distintos da família. Não tenho contato pessoal com os “primos” de Bagé. Mas sempre é legal quando vemos que o sangue empreendedor está presente em toda a grande família Peruzzo!

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O Grupo Peruzzo, que já possui 10 supermercados, sete postos de combustíveis, uma distribuidora de bebidas Coca-Cola e Kaiser e uma padaria nas regiões da Campanha e zona Sul, deu mais um exemplo de empreendedorismo em Bagé, onde tem sua sede: inaugurou, sábado, a Peruzzo Vinhas e Vinhos, a primeira vinícola do município com vinhedo e cantina, destinada a produzir, numa primeira etapa, 100 mil garrafas de vinho e espumantes. Iniciativa do ex-bancário do Sul-Brasileiro Lindonor Peruzzo que, em 1993, adquiriu a Padaria Moderna, em Bagé, e não parou mais de crescer, a vinícola, assessorada pelo enólogo argentino Adolfo Lona, que durante 35 anos foi diretor da Martini & Rossi e, depois, da Bacardi-Martini, tem como diretor-técnico Eder Peruzzo, filho de Lindonor, que estudou agronomia especialmente pensando no projeto e, posteriormente, fez especialização em vinhos na França.

O Grupo Peruzzo investiu R$ 2 milhões em 16 hectares de vinhedos e na cantina, dentro de uma área de 186 hectares, na qual já plantava legumes e hortaliças para abastecimento dos supermercados da rede. A inauguração, na qual foram lançados vinhos chardonnay e cabernet sauvignon e três espumantes extra brut, brut e demi-sec, foi abençoada pelo bispo de Bagé, Dom Gilio Felício, e contou com a presença do presidente do Ibravin, Denis Debiasi, e do deputado federal Afonso Hamm. A proposta de Lona, Lindonor e Eder é produzir vinhos de alta qualidade, colhendo apenas 2 quilos de uvas por pé dos vinhedos irrigados, o que garante vinhos premiuns. Por enquanto, o plantio é de chardonnay, cabernet sauvignon, cabernet franc e merlot, com mudas trazidas da França e de Portugal.

O empreendimento é considerado um exemplo em Bagé porque foi feito numa região tipicamente de pecuária onde faltam iniciativas empresariais e onde grandes fazendas com mais de 1.200 hectares empregam apenas três ou quatro pessoas. O projeto Peruzzo com hortaliças, uvas e vinhos, em 186 hectares, emprega 45 pessoas. A região, no paralelo 31, é propícia ao cultivo de uvas – a Salton planta lá e a Miolo possui grandes vinhedos no vizinho município de Candiota – e acredita-se que vá se transformar numa nova e grande província vinícola gaúcha produtora de vinhos finos.

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