Cursos à distância e novos empreendimentos

by Fabricio on February 22, 2006

Há pouco menos de 2 anos conheci 3 empreendedores que estavam bolando um curso de inglês à distância, com aulas pela Internet. Começamos a conversar e em menos de 1 mês fui fisgado pelo vírus do ensino. Me tornei sócio da empresa.

Neste início de 2006, depois de ter atendido algumas empresas com cursos específicos para as necessidades delas, abrimos oficialmente nosso curso de inglês para o público em geral. Escrevi um pouco mais sobre isso em um artigo anterior.

O curso de inglês foi apenas a ponta do iceberg. Nossa equipe de tecnologia está apta a resolver qualquer questão de criação na área de ensino a distância. Possuimos uma plataforma própria de ensino e gerenciamento de cursos que pode ser utilizada não apenas para o ensino de línguas estrangeiras mas também para qualquer outro curso que possa ser ministrado com o uso de textos, exemplos, ilustrações e exercícios. Estamos conversando com alguns empreendedores para a implementação de diversos novos cursos, tais como: investimento em ações, cursinho pré-vestibular, cursos específicos para concursos, cursos para OAB, curso de italiano, francês e espanhol, entre outros.

Nosso objetivo é proporcionar aos empreendedores todas as ferramentas necessárias para um curso de sucesso. Somos os vendedores de pás e picaretas nesta corrida do ouro do ensino à distância. Somos a empresa que torna possível o seu curso sem que seja necessário reinventar a roda.

Caso possua um curso tradicional ou pretenda iniciar um negócio nesta área, mande um e-mail para conversarmos sem compromisso. Somos uma equipe muito empreendedora com a visão de dividir para conquistar.

O tipo de visão que diz:

“Onde todos ganham, TODOS ganham.”

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Aprender Inglês

by Fabricio on February 22, 2006

Todos sabemos que o aprendizado da língua inglesa é algo que pode nos abrir muitas portas. Isso acontece por diversos motivos, sendo um deles, por exemplo, nos facilitar o uso dos computadores, outro conhecimento muito útil na questão de abrir portas.

Há no entanto um problema. O ensino da língua inglesa nas escolas é geralmente empurrado para os alunos, muitos dos quais não têm o menor interesse neste aprendizado. Perdem os que têm interesse, que precisam então procurar cursos específicos que geralmente custam muito caro.

Sabendo dessas coisas acabei conhecendo alguns empreendedores que queriam ajudar na solução desses problemas. Trocamos algumas idéias e, como nossos objetivos comuns eram semelhantes, acabei entrando de sócio na empresa deles.

Em 2006 começamos oficialmente as atividades da minha mais nova empresa. Participo da empresa há quase 2 anos e meus sócios já estavam trabalhando na criação dela mais 2 anos antes da minha entrada, mas é justamente agora que temos nosso produto principal pronto para o mercado.

A Englishvox oferece diversas opções de cursos de inglês para aprendizado à distância, através da Internet. Existem aulas sincronas e assincronas, sendo a diferença das duas a interação ou não com nossos professores. Os custos, devido ao uso inteligente da tecnologia a nossa disposição, são extremamente acessíveis, muito menores do que os cursos tradicionais.

Temos ainda planos especiais para empresas, de forma que os empresários que tiverem interesse em capacitar seus funcionários podem fazer isso com custos ainda mais reduzidos e acompanhamento total dos resultados individuais de cada funcionário.

Para saber mais, clique no banner da Englishvox que se encontra na barra lateral deste site.

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Análise Fundamentalista para receber Dividendos

by Fabricio on February 22, 2006

Ontem me perguntaram sobre como escolho que ações comprar e como geralmente acontece quando alguém me pergunta algo resolvi escrever uma resposta relativamente completa. Segue então uma descrição mais ou menos realista da minha forma de investir em ações, levando em conta que atualmente não possuo ações de nenhuma empresa nos meus investimentos.

Minha abordagem de investimento é baseada no longo prazo, com uma carteira variada de ações de diversos setores, utilizando a análise fundamentalista. Me interessa a empresa e seus números, não o que o mercado acha dela. Meu guru é Warren Buffet. Levando em conta que ele é o segundo homem mais rico do mundo, acho que posso acreditar ser uma boa escolha a forma de investimento defendida por ele. Não tenho o poder que ele tem, de comprar empresas inteiras. Isso me leva a fazer algumas escolhas diferentes das que ele faria. Ele investe em empresas de bons fundamentos e não está interessado em que dividendos essas empresas pagam. Para ele, se essas empresas não pagarem dividendo algum é ótimo. Desde que, é claro, não paguem dividendos porque saibam como reinvestir os lucros de forma a fazer esses se tornarem cada vez maiores.

Minha primeira meta é conseguir pelo menos 10% de rendimento anual sobre meu investimento. Esse rendimento tem que ser na forma de renda, não de valorização. Por exemplo: se for comprar R$ 5.000 em ações de uma empresa e no período de um ano a distribuição de lucros render pelo menos R$ 500, a ação está na minha lista. Com os valores cobrados hoje pelas ações isso está bem difícil de se conseguir. Mas deve existir alguma, temos que estar sempre procurando e analisando os relatórios.

Dá para notar acima que não me interesso muito se o valor da ação aumentou ou diminuiu ao longo do ano. Claro que isso interessa, mas o mais importante para mim é saber se vou receber meus rendimentos e que eles sejam pelo menos de 10% anuais. Mas como é de se esperar, além disso a ação não pode perder muito valor, porque tenho que garantir também o meu capital investido. Isso não é muito difícil no meu caso, porque procuro comprar somente ações subvalorizadas. Se não acho nenhuma que se encaixe nas minhas necessidades, simplesmente fico fora do mercado. Sou eu que decido quando ir às compras, não o mercado.

Olhando os relatórios financeiros das empresas, todas elas listam o quanto pagaram de dividendos por ação, no ano fiscal. Então é questão de bater esse valor com a cotação da ação da empresa no mercado. E verificar ainda essas informações todas referentes aos anos anteriores, para saber se isso é regra ou excessão.

Alguns exemplos:

No relatório mensal de fevereiro a Fator Corretora lista as seguintes ações como boas pagadoras de dividendos:

GETI4 12,3%
TLPP4 11,6%
TMAR5 10,8%
CRUZ3 8,7%
SBSP3 6%

Todos os valores acima são projeções, baseadas no valor atual da ação e o dividendo pago em relação ao preço projetado da ação daqui a um ano. Os valores efetivos de pagamento de dividendos do ano anterior são pouco mais de 6% para as três primeiras empresas, menos de 3% para a CRUZ3 e 11% para a SBSP3.

Como dá para notar, olhando os valores efetivos e não as projeções, todas estão muito caras em relação ao meu objetivo de ganhar pelo menos os 10% de dividendos. Minha estratégia atual é não comprar ações até a correção do mercado. Que na minha opinião, tem que ser lá pelos 18.000 pontos. Mas devo refazer minha análise nos 32.000, 28.000 e 24.000. Quando os números baterem, volto ao mercado.

Não gosto de jogar. Nem na Megasena que é baratinha eu costumo jogar. Então essa dança das cadeiras que é o mercado a curto prazo simplesmente não me atrai.

Não gosto de perder tempo. Passar o dia acompanhando ações na tela do computador não é meu esporte favorito. Gosto de negócios desafiantes que precisem de um esforço e análise inicial, mas que depois possam ser mantidos em andamento por pessoas que simplesmente obedeçam ordens e sigam procedimentos. Gosto de descobrir quais são as ordens e procedimentos que geram o resultado esperado. Gosto de descrever isso e treinar as pessoas para executar essas tarefas. E depois, gosto de simplesmente sair de perto e deixar o dinheiro fluir sem eu precisar ficar trabalhando o dia todo.

Sei que tem gente que gosta de aventuras nos investimentos em ações, mas para mim o objetivo é claro: não perder tempo.

O dinheiro tem que trabalhar para mim, não o contrário.

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Filosofia de vida

by Fabricio on February 22, 2006

Em uma das listas de discussão que frequento, um dos participantes escreveu pedindo onde podia encontrar uma cópia do Money, da Microsoft. Fez questão de ressaltar: uma cópia “free”, ou seja, pirata. Em outra lista, escreveram pedindo um livro. Não onde comprar o livro e sim se alguém teria um PDF para lhe enviar. Mais uma vez pirataria. Não seria mais direto dizer simplesmente ROUBO?

Achei que isso poderia servir de gancho para algumas reflexões…

Eu só trabalho com Linux na minha empresa de internet então não passo por esses dilemas morais. Uso Windows em casa e no trabalho, mas como os dois vieram licenciados com as máquinas, um notebook e um Dell, não tenho problemas com isso. O Office, uso a versão 2000 e antes usava a 97. Ia continuar usando o 97 que me atendia perfeitamente mas como ganhei a 2000 licenciada no notebook, mudei para o novo. No Dell continua a versão 97. Uso muito pouco, quase tudo que escrevo é em texto puro ou diretamente em sites na Internet, então se não tivesse ganho eles já na compra dos micros, não teria nem porque comprar, nem porque piratear. O único uso maior que tenho do Office é o Excel (esse sim, fabuloso). Mas mesmo esse tem dezenas de alternativas gratuitas disponíveis a um download de distância. Meu uso não é tão especializado a ponto de precisar ter sempre a última versão de cada programa.

Esse sempre é um tema polêmico. Não é um Money antigo que vai tirar dinheiro da Microsoft, muito pelo contrário, pode ser o que faça a pessoa comprar uma versão mais atualizada e com suporte caso descubra que esse investimento vai lhe fazer economizar mais dinheiro do que o custo do programa.

Uma questão relacionada a isso é que já foi comprovado que os grandes delitos começam como pequenos delitos. O traficante (óbvio que não estou comparando ninguém a um traficante) um dia foi um guri que levou um bagulho para um cliente, depois bateu num cara que o grupo não gostava, depois passou a assaltar na rua, depois matou alguém. As coisas evoluem, mesmo as ruins. O assaltante de bancos de hoje pode ter sido o guri que não foi punido adequadamente quando pego roubando material escolar do coleguinha.

Hoje os programas custam tão caro, em parte, porque muitos simplesmente ROUBAM os programadores. Isso não se refere diretamente a uma cópia do Money. Mas se refere ao cara que tem uma empresa de produção gráfica e ROUBA a Adobe usando um Photoshop pirata. Diferente do pirata que vende programas, que é simplesmente um ladrão maior. Ambos são roubo, mas enquanto o profissional rouba apenas o que é necessário para exercer sua profissão, o pirata rouba tudo e todos.

Tem gente que simplesmente tem mania de colecionar. Juntam tudo que é programa mas não usam nenhum deles (nem se beneficiam vendendo a terceiros). Não chamo isso de pirataria. Se não fizessem isso como coleção, não teriam o porque de comprar os programas. Não usam os programas em benefício próprio. Tecnicamente é pirataria. Mas é uma pirataria que não fede nem cheira. O maior prejudicado é o “colecionador”. Já fui um. Não especificamente de programas mas de muitas outras coisas. O problema é que isso toma muito tempo e dedicação. Tempo e dedicação que poderiam estar sendo usados para trabalhar e ganhar dinheiro. Tempo e dedicação que poderiam ser usados para estar com a familia. Os próprios “colecionadores” são os que perdem com isso. Não estou dizendo que colecionar algo que gostemos seja uma coisa ruim. Eu coleciono moedas, por exemplo. O que é ruim é a mania de colecionar. Tenho amigos que colecionam selos, moedas, latinhas de refrigerante, botões de camisa e muitas outras coisas. Nada disso é uma coisa ruim. Ruim, é colecionar várias dessas coisas simultaneamente. Eu colecionava revistas, por exemplo. Não uma revista em específico. Várias!!! Então tinha que acompanhar uma dúzia de revistas diferentes, com periodicidades diferentes. E ainda achar espaço para guardar tudo adequadamente. Consegui resolver quando doei quase todas revistas que tinha em casa.

Se todos fizessem a coisa certa, o mundo se tornaria um lugar melhor para se viver. Se não jogassem papel na rua, essas seriam sempre limpas. Pode ser um sonho impossível, mas realmente acredito que se cada um fizesse a sua parte as coisas aos poucos melhorariam. Então de minha parte, faço isso. Cuido para agir certo sempre. Mas não sou perfeito. Erro, e muito. Mas quando noto isso (ou quando sou pego no erro), me desculpo e tento corrigir. E quando vejo a coisa errada sendo feita, faço questão de apontar. Não por ser perfeito mas sim para que apontem quando eu também errar. A omissão é tão prejudicial quanto o agir errado.

Sempre temos uma escolha a fazer. Agir certo ou agir errado? Falar ou deixar passar? Mostrar ou omitir o erro? Ajudar a crescer ou a cair?

Podemos escolher entre o certo e o errado. E não fazer essa escolha, já é uma escolha.

Qual é a sua?

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