Onde investir se você é jovem e ganha pouco dinheiro

by Fabricio Stefani Peruzzo on July 1, 2009

Recebi o seguinte email de um leitor do Moeda Corrente:

Olá Fabrício, li alguns de seus artigos, e percebi que você pode me ajudar…

Eu tenho 19 anos e tenho um pouco de dinheiro guardado (que junto de bicos e tretas que faço pra ganhar dinheiro), mas o dinheiro que tenho não é suficiente para se investir no negócio imobiliário…carro também não tenho interesse em gastar meu dinheiro nisso… Então eu gostaria de saber qual a forma que tenho para investir meu dinheiro.

Muito Obrigado

Minha resposta para ele foi a seguinte, acredito que possa ajudar mais pessoas na mesma situação:

Coloca teu dinheiro na poupança. Mais importante do que onde investir, é a regularidade no investimento. Não perde teu tempo pensando em formas de ganhar uma miséria a mais de rendimentos neste ponto da vida, porque essa miséria a mais não vai fazer a menor diferença no teu futuro. Usa teu tempo para encontrar formas de ganhar mais, pois isso sim te colocará no patamar de poder aproveitar investimentos melhores.

Saiba que cada esforço em melhorar teus ganhos mensais rende muito mais do que o mesmo esforço para melhorar teus rendimentos nas aplicações. As aplicações melhores e mais rentáveis virão ao teu encontro naturalmente, a medida em que tu ganhas mais e te relaciona com pessoas cada vez mais informadas.

Sucesso!

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Porque eu defendo o investimento em consórcios

by Fabricio Stefani Peruzzo on June 30, 2009

Ontem recebi email de um leitor dos meus sites e artigos. Estava interessado no investimento em consórcios, mas com algumas dúvidas, suscitadas por informações aparentemente contraditórias que leu em uma revista. Reproduzo abaixo o email, sem identificar o autor, e minha resposta para o mesmo. Acredito que esta tenha sido a melhor resposta que poderia dar a todos que tentam buscar algum objetivo obscuro ao fato de eu explicar esse investimento com tanto desprendimento, “oferecendo o ouro ao bandido”.

Sent: Monday, June 29, 2009 9:50 PM
Subject: Investimento em Consórcios

Boa noite,

Estava navegando pela internet, e me deparei com alguns artigos seus. Como tenho bastante interesse em investimentos, entrei no site http://www.investimentoemconsorcio.com.br, onde fiquei muito interessado.

Tenho muitas dúvidas, como muitas pessoas em qual é o investimento mais adequado, etc, etc, e estou lendo e pesquisando bastante, antes de começar um. Como recentemente mudei de emprego, cidade e tive que me sustentar sozinho, não consegui reservar dinheiro para investimentos, mas hoje vejo que é ponto chave para começar um, pois tenho 26 anos, e agora consegui um emprego onde consigo me sustentar e ter uma reserva todo mês.

Li em seus artigos, onde defende que o investimentos em consórcios é bom negócio, que traz bons retornos e tal, gostaria de saber se este consórcio é como outro consórcio imobiliário qualquer, pois andei lendo sobre o consórcio em imóveis, e alegavam que este não era um bom negócio, pela demora em tirar o bem, se não sorteado, etc. Na edição na Você SA deste mês também fala sobre isto.

Gostaria de saber porque defende tanto este investimento em consórcio?

Agradeço.

Oi Diego,

Eu não defendo o investimento em consórcio. Eu invisto pessoalmente em consórcios, da maneira que explico no site http://www.investimentoemconsorcio.com.br

Invisto pessoalmente em consórcios desde abril de 2002. Na época em que a Bovespa teve suas maiores altas, eu investia em consórcios. No final do período de altas da Bovespa, fiz uma planilha comparando os meus pagamentos mensais do consórcio e simulei um investimento em ações (índice Bovespa) com os mesmos valores mensais durante todo o período. Mesmo tendo sido a maior época de alta da Bovespa nas últimas décadas, meus investimentos em consórcio renderam 30% a mais. Isto sem acrescentar nestes cálculos os juros da renda fixa intermediária onde deixava os lucros obtidos com as contemplações das cartas de crédito.

Publiquei aqui no Moeda Corrente, em 2003, um artigo explicando o que fazia, como investia. Este artigo serviu de base para o site explicativo que citei acima. Nos meses seguintes, muita gente se interessou pelo artigo, pelo investimento, e resolveu fazer o mesmo que eu vinha fazendo. Me pediam orientação e eu orientava. Não ganhava nada por isso, mas também não me custava nada. Além do mais, estava fazendo novos amigos com interesses em comum, amigos interessados em investir e fazer crescer seu patrimônio. Amigos que no futuro poderiam ser parceiros em investimentos maiores.

Em 2005, depois de ter indicado dezenas de clientes para a Rodobens, a administradora que cuida dos meus consórcios pessoais, fui convidado por eles a ser representante de seus consórcios. Desta maneira, receberia uma pequena comissão por cada indicação que fizesse. Como ganhar dinheiro sempre é bom, abri uma empresa, a Megacombo, e continuei orientando as pessoas neste investimento da mesma forma que fazia antes. Passei a receber por algo que eu já fazia de graça, o que sempre é legal.

Ao longo destes anos, tenho meus resultados pessoais e também o resultado de muitos desses amigos para ajudar nos exemplos de lucro possíveis que descrevo nos artigos. Não tento convencer ninguém a investir em consórcios, isso é uma decisão pessoal de cada um. O que faço, isso sim, é ser transparente no que faço, é contar meus segredos de investimento sem medo de ser imitado. Vivo em um mundo onde há dinheiro para todos, logo, ajudar outras pessoas a ganhar mais não fará com que eu ganhe menos. Pelo contrário, ajudar outras pessoas a ganhar mais me aproximará de pessoas com os mesmos objetivos que eu, construção de patrimônio para uma vida melhor e um futuro mais seguro. E como já escrevi antes, junto dessas pessoas de pensamento semelhante, surgem oportunidades de investimentos maiores, investimentos que provavelmente não conseguiríamos fazer sozinhos.

Tudo isso deu tão certo para mim, que no início de 2008 vendi minha empresa de internet e passei a dedicar todo meu tempo livre a escrever artigos sobre finanças pessoais, investimentos criativos como são os investimentos em consórcios, artigos sobre atitude empreendedora e pensamento positivo, sempre lembrando que apenas o pensamento positivo não leva a nada se não for seguido de uma ação positiva para chegarmos a um resultado efetivo.

O que outros artigos ou revistas falam sobre os consórcios provavelmente tenha seu lado da verdade, mas falam apenas de algumas situações específicas, bem diferentes das situações que eu descrevo. Se tu me perguntares se o consórcio é uma boa forma de adquirir um imóvel imediatamente, sem ter nenhum valor para dar de entrada, minha resposta será que não, porque realmente não é. Em outras situações, poderia ser. Agora, dizer que consórcio não é investimento, baseado em achismos, simplesmente não me atinge, pois sei, na prática, que funciona e funciona absolutamente bem.

Hoje em dia, acompanho amigos investindo na construção de imóveis, investindo em salas comerciais onde o aluguel paga o restante das prestações de suas cotas de consórcio, amigos que adquiriram a casa própria de maneira muito mais barata do que se tivessem optado por um financiamento, amigos que mudam para um apartamento maior com muita facilidade por usar o consórcio para alavancar a compra do novo usando o valor da venda do antigo como entrada em uma carta já contemplada. Acompanho amigos que se juntam para construir pequenos prédios, que não poderiam atingir se não tivessem sido apresentados por meio desta rede de investidores que se forma ao meu redor.

O investimento em consórcios é apenas a porta de entrada para um mundo muito maior de investimentos, mas como todo caminho, tem um princípio, um aprendizado inicial, uma etapa de preparação para investimentos maiores. Não podemos construir um prédio sem a experiência de construir uma casinha. Há degraus para subirmos na escada dos investimentos com segurança. Ao mesmo tempo, não devemos nos preocupar com esses degraus que devemos subir. Construir e vender uma casa gera um lucro percentualmente semelhante a construir e vender um prédio inteiro. A diferença está na escala de valores, o investidor que constrói um prédio teria que construir centenas de casinhas para dar vazão ao seu capital. Então esta escada que subimos é o processo natural do nosso crescimento como investidores.

Como escrevi no início, não defendo o investimento em consórcios. Eu apenas explico a forma como invisto pessoalmente e os resultados que tenho obtido. Se esta explicação faz sentido para ti, se consegue entendê-la, e se tiver interesse em investir desta maneira, coloco minha experiência à disposição para te ajudar a investir da mesma maneira.

Para iniciar o investimento em consórcios basta seguir as orientações em http://www.megacombo.com.br/como-investir

Abraço,
Fabricio.

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A Selic não é uma referência para os juros!

by Jaine C. Nascimento on June 23, 2009

Lembro-me de ter escrito um artigo em algum mês do segundo semestre de 2008, falando sobre as taxas de juros de 17% que estavam sendo pagas pelo tesouro direto com vencimento em 2017. Esta queda nos juros estava sendo noticiada pelo Governo e com a crise, abriu às últimas oportunidades para quem ainda tinha algum interesse em manter seus recursos aplicados com uma alta taxa pelos próximos 10 anos.

Infelizmente, para nós que somos poupadores e investidores de longo prazo, uma taxa menor de juros não é a melhor notícia do mundo. Tenho a oportunidade de conversar com muitas pessoas sobre este e outros temas e muitos tem a mesma visão. Esta queda na taxa de juros causará impactos diretos ao governo no que diz respeito a captação de recursos para cobrir o buraco deixado por ele quanto as suas dívidas. A Estratégia do Governo é pagar menos juros para economizar, já que ele é incapaz de minimizar seus gastos. Também não podemos esquecer que estamos próximos da próxima eleição presidencial.

Com uma taxa menor, muitos poupadores/investidores vão buscar outras modalidades de investimento ou transferir uma maior fatia para investimentos em ações, imóveis ou até mesmo para a poupança, que está tornando-se uma melhor alternativa de “investimento”. Grande parte dos fundos de renda fixa são compostos por títulos do governo mas, com a taxa de administração e Imposto de renda sobre esta aplicação, certamente a poupança ganhará da Renda Fixa.

Nunca imaginei que eu estaria fazendo este tipo de comparação!!!

Muitos acham que a queda dos juros é boa e dará mais poder de compra a população, mas o que muitos não sabem ou não querem ver é que esta taxa não é aplicada automaticamente pelo mercado. Os bancos justificam que não podem cobrar uma taxa de juros menor por causa da inadimplência, mas parem e pensem. A inadimplência não é alta exatamente porque eles mantém uma alta taxa de juros?

Por fim, vejo mais um capítulo sendo escrito sem um final feliz.

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Tire a pedra

by Fabricio Stefani Peruzzo on March 15, 2009

Acabo de ler um texto curtinho, apenas seis parágrafos, mas de uma profundidade incrível. Foi escrito pelo meu amigo Alessandro Gonçalves. Reproduzo abaixo por ser curtinho, com link para o post original:

Nunca falo sobre religião, mas há poucos dias encontrei  algo que vale a pena ser dito:

Li sobre a passagem em que Jesus ressuscitou Lázaro. Ocorre que o corpo de Lázaro estava em uma espécie de caverna, fechada por uma grande pedra, e neste episódio Jesus disse às pessoas que lá estavam: “Tirem a pedra!”.

Alguns podem ter pensado: “Mas se ele pode ressuscitar uma pessoa, como não pode tirar uma pedra?”.

Este é exatamente o ponto que me chamou a atenção. Ressuscitar foi o trabalho dele, mas tirar a pedra era algo que as pessoas poderiam fazer. Todos nós poderíamos fazer isso.

Quantas vezes nós pedimos algo a Deus mas não nos movemos para tirar a pedra? Queremos que tudo seja feito e não fazemos a nossa parte. Deus pode até ter feito o que pedimos, mas se não tiramos a nossa pedra talvez nem saibamos disso.

Assim, quando pedir algo, não fique sentado esperando acontecer. Levante-se e faça o mais fácil, tire a sua pedra. O difícil ele faz.

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Mais picaretagem envolvendo o lance embutido nos consórcios

by Fabricio Stefani Peruzzo on February 27, 2009

Por WANDERLEY ARAÚJO.

Nova malandragem no concorrido mercado da picaretagem. Vendedores autônomos estão empurrando contratos de consórcio em consumidores incautos que assinam os documentos acreditando que vão receber empréstimo de dinheiro em supostas operações de crédito rápido e fácil, sem avalista, sem SPC, sem Serasa, com limite de até R$ 100 mil.

Eles agem graças às falhas no setor de consórcio que não dispõe de nenhum controle sobre as pessoas que vendem este tipo de produto. Segundo Osvaldo Moraes, diretor do Procon, não há entidade ou lei que regule a profissão dos vendedores autônomos de consórcio.

Qualquer picareta que quiser se aventurar a vender planos basta colocar uma pastinha debaixo do braço e sair por aí a oferecer o produto.

O Procon tem dezenas de casos de pessoas lesadas por estes maus vendedores. A vítima muitas vezes é atraída por anúncios nos classificados de jornais com a promessa de liberação de empréstimo “sem avalista e sem burocracia”. Quando vai atrás do dinheiro encontra, na verdade, o vendedor mal intencionado de consórcio.

Com poder de persuasão, ele explica que na verdade trata-se de um consórcio mas que o dinheiro sairá em poucas semanas pois a vítima será contemplada se oferecer um determinado lance na carta de adesão. O dinheiro para o lance é tirado do próprio consórcio, por intermédio de hipoteca ou alienação que servem de lastro no contrato, numa operação legal conhecida no mercado como “lance embutido”.

Se o cidadão precisa, por exemplo, de R$ 30 mil, ele assina um contrato no valor de R$ 40 mil para que R$ 10 mil seja ofertado como lance; quando for contemplado com os R$ 40 mil o cliente restitui os R$ 10 mil ao consórcio.
Banco Central não tem como punir - A encrenca acaba desaguando no Procon quando o tempo passa e o tão sonhado empréstimo nunca aparece.

Como a vítima assina normalmente um contrato de consórcio e fica apenas com a promessa verbal do vendedor de que receberá o empréstimo mediante a suposta contemplação, o consumidor lesado não tem sequer meios legais de acionar o caso na Justiça ou no Procon. “O que vale é o que está no papel. A vítima, na verdade, assina um contrato de consórcio e fica amarrada a este tipo de plano. O consumidor deve ficar muito atento, pois não existe contemplação de consórcio pré-fixada”, alerta Osvaldo Moraes.

O interesse do vendedor em toda a maracutaia é receber uma comissão a título de taxa de adesão, que varia de 1,5% a 2%, sobre o contrato.

O Consórcio Confiança é um entre vários que tiveram problemas em função da ação de vendedores inescrupulosos. Para se preservar a empresa acabou com o lance embutido em suas operações. É através do lance que o vendedor usa o argumento de que a vítima será contemplada de forma rápida.

O Banco Central diz que não tem como punir este tipo de golpe pois a vítima acaba assinando um contrato formal de consórcio.

Fonte: http://www.condominios.com.br/sitecond/noticias/dicas/jc111101.htm

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Quer ganhar 1 milhão?

by Fabricio Stefani Peruzzo on January 14, 2009

Vídeo interessantíssimo que assisti ontem de uma palestra do Gustavo Cerbasi, o cara que vendeu mais de 500.000 exemplares do livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos. Nesse vídeo, o autor fala da forma de pensar riqueza de outros povos em relação ao nosso.

Investimentos Inteligentes - Gustavo CerbasiAbaixo segue o texto de apresentação de seu novo livro, Investimentos Inteligentes. Não preciso dizer que já li este e também os outros livros dele e indico fortemente a leitura a todos que desejam conquistar um futuro financeiro excepcional. Basta clicar nos links dos títulos dos livros e comprar diretamente no site do Submarino para receber os livros no conforto do seu lar.

O mais novo lançamento do autor é Investimentos inteligentes, onde o consultor financeiro prova que alcançar um milhão não tem nada de impossível e que, com a postura certa, podemos multiplicá-lo e transformá-lo em muitos milhões. Com as carreiras cada vez mais curtas e a vida cada vez mais longa, buscar a independência financeira é uma questão de sobrevivência. E qualquer pessoa pode alcançá-la ou mesmo chegar ao seu primeiro milhão se souber investir de forma inteligente — ou seja, escolhendo investimentos com os quais se sinta à vontade. Investimentos inteligentes, portanto, não ensina quais os segredos do melhor investimento do mundo, mas nos ajuda a descobrir qual a forma de investir mais indicada para cada um de nós. Cerbasi não dá o peixe, ele nos ensina a pescar.

Coleção Investimentos - Gustavo CerbasiConheça também os outros livros do autor. Clique na figura ao lado para comprar a coleção com um bom desconto.

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